E a coisa está andando.
Antes de vir para Sergipe, conversei com o procurador do trabalho, Sebastião Caixeta. Nas primeiras semanas de março, Caixeta se reuniu com o diretor-geral da União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (Unafe), Rogério Vieira Rodrigues, e outros representantes da carreira para tratar do assunto.
Ficou acertada a redação de um documento que vai proibir a contratação de profissionais por meio de prestadoras de serviço para o desempenho de atividades jurídicas na esfera da União. Isso poderá ser feito na forma de adendo ao termo de ajuste de conduta (TAC) já firmado entre a União e o Ministério Público do Trabalho (MPT) que trata da terceirização na administração direta federal.
Outra decisão é elaborar um TAC específico para impedir as contratações temporárias e a nomeação de pessoas estranhas aos quadros da Advocacia-Geral da União (AGU) para cargos em comissão. O movimento tem o apoio da cúpula jurídica do governo, mesmo porque no Supremo Tribunal Federal (STF) há decisões em favor da tese da exclusividade. As ações de "saneamento", no entanto, deverão prever um tempo de adaptação e uma troca escalonada de pessoal irregular. A preocupação maior é para que não haja descontinuidade dos serviços hoje ofertados.
Caixeta lembra ainda que alguma inquietação política deverá mexer com a Esplanada. Não tenho dúvidas de que interesses serão feridos, mas esses interesses sãoincompatíveis com a Constituição.Um ministério, por exemplo, não pode contratar um advogado para ficar dando parecer em licitação. Isso precisa de um companhamento rigoroso do Estado", explica.
Publicado às 15:01
Sexta-feira, 27 de março de 2009
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