Rodrigo Rodrigues, pioneiro na defesa dos advogados autárquicos

 

Já tendo advogado para grandes clientes como A Tribuna e Codesa, Rodrigo da Rocha Rodrigues iniciou sua trajetória na advocacia pública em 2006, ao passar para o concurso do IPAJM. “Lembro que eram mil candidatos por vaga. Isso demonstra que a advocacia autárquica tem legitimidade igual a outras carreiras de estado” recorda.

A mudança da advocacia privada para a pública se deu diante a maior segurança financeira, apesar que “remunerasse menos que a iniciativa privada”, embora, segundo Rodrigo, “hoje estarmos perdendo até essas garantias. Falta valorização profissional e equiparação salarial com outras carreiras jurídicas de estado” avalia.

Para Rodrigues, os desafios da atuação dos advogados autárquicos, como o controle interno da autarquia, evitando desvios ou irregularidades na contratação de serviços pelo Estado, com a análise da regularidade dos atos administrativos, geram inclusive desgastes, contrariando muitas vezes os maus gestores, que em algumas ocasiões, não primam pelos interesses da sociedade ou mesmo do estado.

Foram esses desafios que motivaram o advogado Rodrigo Rodrigues a articular a criação da Aesap. “O embate que travamos na defesa dos interesses do estado contra interesses políticos, que por vezes gera sérias retaliações, foi um dos motivos. Nosso objetivo era, e ainda é, que a Aesap pudesse nos proteger e nos unir contra eventuais ataques às nossas prerrogativas. O fortalecimento da carreira com remuneração digna e respeito aos profissionais também são pautas da Associação” comenta.

Diante sua atuação na Aesap, em defesa da categoria, Rodrigo foi convidado também a ampliar sua representatividade assumindo uma pasta no Sindipúblicos em prol de todos os servidores. “O Sindicato nunca se furtou a defender os advogados autárquicos quando passamos por sérias dificuldades no convívio com certos dirigentes da minha autarquia. Também entendemos que precisávamos ocupar esse espaço para buscar a regulamentação de uma carreira única entre os autárquicos e o Sindicato nos abriu as portas”.

Mesmo após dez anos de Aesap, os desafios continuam. Entre esses o de “mostrar para o governo do estado que os advogados autárquicos são peças fundamentais na prestação de serviços públicos com qualidade. Nossa atuação nas autarquias proporciona agilidade e segurança ao ente público e aos dirigentes sérios que seguem a legalidade. A valorização e a regulamentação da carreira é primordial para que tenhamos um estado eficiente e ágil”.

Rodrigo ainda complementa, ao avaliar as últimas decisões que tentam restringir a atuação dos advogados autárquicos. “O futuro da advocacia autárquica depende do bom senso do dirigente de plantão. Os advogados autárquicos nunca fizeram greve, nunca colocaram o governo na parede para terem melhores salários, nunca usaram a máquina pública para chantagear o governo, sempre buscamos o diálogo e mostramos que primamos pela defesa das nossas autarquias, combatendo a corrupção e os desvios. Agora, é o governo que decide qual advocacia ele quer ao seu lado. E para isso, a nossa união é sempre primordial”

Atualmente, Rodrigo da Rocha Rodrigues está na vice-presidência do Sindipúblicos e na diretoria da Pública – Central do Servidor, entidade nacional que congrega diversas representações de servidores públicos de todo o país.

 

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Jornalismo Aesap

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